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Justiça do Trabalho determina prisão de mais doze

A Justiça do Trabalho vai determinar a partir de hoje a prisão de mais doze pessoas que não entregaram os bens vendidos no Projeto Arrematar

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publicado: 02/03/2006 07h52 última modificação: 30/09/2016 10h24

A Justiça do Trabalho vai determinar a partir de hoje a prisão de mais doze pessoas que não entregaram os bens vendidos no Projeto Arrematar, o mega leilão promovido em novembro passado pelo Tribunal Regional do Trabalho. Na semana passada a juíza coordenadora da Central de Mandados de João Pessoa, Ana Paula Cabral Campos, já havia mandado a Polícia Federal prender quinze pessoas acusadas de depositárias infiéis, devedoras que apontam à penhora e ficam responsáveis pelos bens para a posterior venda em leilão e o conseqüente pagamento das dívidas trabalhistas.

Seis pessoas chegaram a ser presas pelos policiais federais e só foram liberadas após o pagamento das dívidas ou entrega dos bens. Segundo a juíza os valores das dívidas referentes aos mandados de prisão das quinze pessoas variam entre R$ 500,00 e R$ 10 mil. Os bens que provocaram as prisões são computadores, móveis, fios de algodão, veículos, entre outros.

Segundo a Polícia Federal, entre os presos estava o diretor de uma grande empresa de fiação e tecelagem da Paraíba, que tinha uma dívida de R$ 5 mil. O diretor argumentou que a dívida seria paga imediatamente. Os policiais, no entanto, levaram o diretor para a sede da PF, que só foi liberado após o pagamento. “O ideal é que as pessoas procurem imediatamente a Justiça para fazer o pagamento, porque em caso de prisão a única alternativa é a quitação da dívida”, disse a Juíza.

Um levantamento feito pela Central de Mandados apontou que outros dez depositários compareceram espontaneamente para quitar suas dívidas antes que as prisões fossem decretadas.

A polícia federal continua procurando os depositários infiéis que ainda não entregaram os bens arrematados no leilão do Projeto Arrematar realizado em novembro do ano passado no Espaço Cultural José Lins do Rego em João Pessoa.