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Leilão do TRT atrai investidores

O TRT está realizando neste momento em João Pessoa, seu terceiro grande leilão bens móveis, imóveis, eletrônicos...

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O Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba está realizando neste momento em João Pessoa, seu terceiro grande leilão de bens móveis, imóveis, eletrônicos, entre outros objetos que estão penhorados para o pagamento de dívidas trabalhistas. Um outro leilão está previsto para acontecer nos dias 28 e 29 em Campina Grande.

Na Capital, os bens que estão sendo ofertados correspondem à cerca de 300 processos. O leilão está acontecendo no Cine Banguê do Espaço Cultural e será encerrado às 18h00 seguindo a ordem do edital.

Entre os bens imóveis estão casas, apartamentos, prédios comerciais, terrenos e fazendas. O prédio da Santa Casa de Misericórdia – Hospital Santa Isabel e anexo, o prédio do Clube Jangada, prédio do Colégio 2001, entre outros estabelecimentos comerciais. Diversos apartamentos estão sendo oferecidos, entre eles no bairro de Camboinha, contendo sala de estar, jantar, dois quartos, banheiro social, e garagem, avaliado em R$ 28 mil reais.

O objetivo do leilão é promover o arremate dos bens pendentes e liquidar os processos da maneira mais rápida possível. A coordenadora da Central de Mandados, juíza Ana Paula Cabral, revelou que os advogados ainda podem negociar ou quitar as dívidas e evitar que o bem seja leiloado. “Ainda é possível salvar o bem. Os interessados devem procurar as Varas que estarão de plantão”, disse. Segundo a juíza coordenadora, o sucesso do Projeto Arrematar se comprova com a diminuição do número de bens ofertados. “No primeiro leilão do TRT tivemos cerca de 600 processos. Neste leilão temos 300 processos.”

O leilão está sendo conduzido pela leiloeira oficial Simone Benevides de Pinho. A juíza coordenadora do Projeto Arrematar Ana Paula Cabral estipulou um prazo médio de 45 dias para a entrega do bem depois de arrematado, isso se não houver recursos. “Fazemos tudo para entregar o bem arrematado o mais rápido possível mas, às vezes, isso não acontece porque precisamos respeitar os prazos e os recursos”, afirma a juíza.

“Existe um risco da demora de entrega de bem porque temos que respeitar os prazos de recursos, mas sempre vale a pena. Quando o bem não é entregue devolvemos o dinheiro com juros e correção”, garantiu a juíza. Três juízes estão participando neste momento do leilão, além dos oficiais de justiça e servidores da Justiça do Trabalho.

O TRT está oferecendo aos arrematantes facilidades no pagamento que para os bens imóveis poderá ser parcelamento em até dez vezes sendo exigida uma entrada no valor de 40% do imóvel. Uma equipe da Caixa Econômica estará de plantão para garantir o pagamento inicial.