Você está aqui: Página Inicial > Comunicação Social > Notícias > 2007 > 11 > Excesso de processos exige nova Vara do Trabalho em Santa Rita

Excesso de processos exige nova Vara do Trabalho em Santa Rita

Ações do documento

Trabalho de Santa Rita já nasceu grande. Com menos de um ano de instalada, dezembro de 2006, a unidade acaba de passar pela primeira Correição Ordinária, fiscalização para detectar problemas e avanços. Segundo a presidente do Tribunal Regional do Trabalho, juíza Ana Clara Nóbrega, estão em tramitação atualmente na VT 1.842 processos.

Como comparativo, basta a 1ª Vara do Trabalho de João Pessoa, instalada na década de 40 do século passado, e que tem 2.773 processos em tramitação. O problema é o número de processos recebidos com a criação da VT de Santa Rita, que tramitavam anteriormente nas unidades de João Pessoa: 1.030.

Além disso, da instalação da unidade até dia 30 do mês passado, foram 812 novos processos. A 4ª VT de Campina, instalada em outubro de 2005, portanto quase dois anos, recebeu somente 775 novos processos. A 7ª VT de João Pessoa, instalada em junho de 2004 (mais de três anos), recebeu praticamente o mesmo número de Santa Rita: 887 processos.

A juíza titular da Vara do Trabalho de Santa Rita, Adriana Sette, disse que o município, que engloba ainda Caldas Brandão, Cruz do Espírito Santo, Gurinhém, Lucena, São Miguel de Taipú, Sapé e Sobrado é um dos maiores do Estado e tem um grande potencial industrial e agrícola. “Temos um pólo agrícola muito movimentado com a plantação de cana-de-açúcar, pelo menos oito grandes usinas de álcool e açúcar, muitas indústrias e forte vocação calçadista”, disse a juíza Adriana Sette.

O relatório da Corregedoria confirma a afirmação da magistrada. O setor industrial recebeu o maior número de processos na Justiça do Trabalho: , com 364. Somente trabalhadores do segmento industrial de couro, plástico e borracha, impetraram 128 processos. Em segundo lugar vem o setor de agropecuária, com 159 processos.

Segundo o diretor de secretaria da Vara de Santa Rita, Joarez Luiz Manfrin, o volume de trabalho se reflete também no atendimento. “Aqui no município o número de pessoas com acesso a Internet é muito pequeno. Então qualquer informação processual é feita no balcão, pelos servidores, sobrecarregando ainda mais nosso trabalho”.

A juíza Ana Clara Nóbrega, que é presidente e corregedora da JT, afirma que a correição indica com clareza a necessidade de uma nova Vara do Trabalho para Santa Rita. “Já estamos cuidando do assunto e o Tribunal já tem uma solução para o problema, que será anunciada brevemente”.