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Portadores de deficiências começam a digitalizar processos no TRT

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Portadores de deficiências já estão digitalizando os processos em papel que ainda restam nas Varas do Trabalho de João Pessoa. O trabalho, resultado de um convênio com a Associação de Deficientes e Familiares de João Pessoa – Asdef, começou na semana passada.

Dez portadores de deficiências divididos em duas turmas irão digitalizar cerca de vinte mil processos físicos anteriores a implantação do processo eletrônico. Um tradutor de libras, o servidor Petrônio Sá Leitão, é o responsável pelas orientações aos três deficientes auditivos.

Estão sendo digitalizadas as principais peças dos processos, selecionadas anteriormente pelo coordenador da comissão para gestão do contrato de prestação de serviços para a digitalização, Abílio Sá Neto, da 6 Vara do Trabalho. A digitalização consiste em escanear as folhas indicadas pelo gestor, classificar, e salvar em arquivo eletrônico. A partir dai esses arquivos serão incluídos no Suap – Sistema Unificado de Acompanhamento Processual, podendo ser acessado por todas as Varas do Trabalho.

Abílio Sá ressaltou o profissionalismo dos portadores de deficiência: “Fiquei surpreso ao descobrir que eles não tem deficiência nenhuma. São muito eficientes e profissionais”. Para Eliane Santos, da Asdef, o trabalho está sendo uma grande oportunidade: “Com este trabalho estou desenvolvendo meus conhecimentos e aprendendo mais sobre a Justiça do Trabalho”.

Contrato

O contrato foi assinado há cerca de um mês entre o TRT e a Asdef. Terá vigência de um ano e pode ser prorrogado por mais cinco. O Tribunal repassará os recursos para a associação que será responsável pelo pagamento dos salários e de todas obrigações legais dos trabalhadores, inclusive 13º salário e 1/3 de férias.

Na assinatura do contrato, o TRT foi representado pelo seu presidente, desembargador Paulo Américo Maia Filho e a Associação de Deficientes e Familiares de João Pessoa – Asdef, pelo presidente Francisco de Assis Izidoro Machado