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Justiça vende imóvel e começa a pagar dívidas a trabalhadores do 'Primo'

Processos são do ano de de 1999

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publicado: 19/03/2013 11h35 última modificação: 30/09/2016 10h09

Mais de cem trabalhadores do antigo supermercado Primo começaram a receber os pagamentos de dívidas trabalhistas em processos do ano de de 1999. Para fazer o pagamento, a Justiça do Trabalho vendeu um imóvel na avenida João Maurício, em João Pessoa, no bairro de Manaíra, pertencente aos herdeiros do antigo proprietário.

O imóvel estava penhorado e foi vendido pela Justiça pela modalidade conhecida por Iniciativa Particular, prevista no Código de Processo Civil. Avaliado em R$ 1,5 milhões, foi vendido por 1,550 milhões. Mesmo com a venda do imóvel acima da avaliação, o dinheiro não será suficiente para o pagamento de todos as dívidas trabalhistas. Outros bens estão penhorados e devem ser vendidos para a quitação dos valores.

No final do ano passado, um ato da Presidência do Tribunal do Trabalho reuniu todos os processos no Núcleo de Conciliação (Nucon). Segundo a juíza Nayara Queiroz Mota, as Varas do Trabalho iniciaram imediatamente a remessa, e em janeiro passado, todas as ações trabalhistas chegaram ao Núcleo. Além da juíza Nayara Mota, tiveram a atuação nos processos mais dois juízes, Lílian Leal de Sousa e Carlos Hindemburg de Figueiredo.

 

Catorze anos de espera

Um dos trabalhadores com direito a receber os créditos trabalhistas, Gílson Elias da Silva, trabalhou no supermercado Primo por 10 anos. Sem trabalhar e recebendo benefício do INSS, está esperando do SUS a definição de uma data para a realização de uma cirurgia cardíaca.

O Trabalhador destacou o atendimento que recebeu da Justiça do Trabalho no Núcleo de Conciliação. “Confesso que fiquei emocionado com a acolhida que recebei desde o primeiro dia em que estive aqui no Nucon. A gente parece que já espera um atendimento ruim ou pelo menos normal do serviço público. Aqui foi diferente”, disse. Segundo ele, todos os servidores e juízes demonstraram um tratamento gentil e acolhedor. “Só posso pedir a Deus que ilumine a vida de cada um. É como posso retribuir”, finalizou.