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Juíza Nayara Queiroz participa de Fórum no RJ e defende proposta conciliatória

Matéria publicada no site www.trt1.jus.br

Ações do documento

publicado: 09/06/2014 15h17 última modificação: 30/09/2016 11h12

 

FÓRUM GESTÃO JUDICIÁRIA INCENTIVA TROCA DE EXPERIÊNCIAS

"Nenhum homem é uma ilha, isolado em si mesmo", já dizia o poeta inglês John Donne. Na Justiça do Trabalho fluminense, a premissa é reforçada pelo constante compartilhar de experiências entre seus integrantes, como ocorreu na tarde de quinta-feira (5/6), na IV edição do Fórum Gestão Judiciária, no Prédio-Sede. Na ocasião, magistrados tiveram a oportunidade de participar do módulo Trocando Experiências, no qual foram apresentadas boas práticas, alinhadas ao Planejamento Estratégico da Justiça do Trabalho.

Iniciando as discussões, o desembargador Cesar Marques Carvalho, gestor regional do Projeto Nacional de Conciliação, apresentou breve histórico da Coordenadoria de Apoio à Efetividade Processual, unidade que abriga as atividades do Juízo Auxiliar de Conciliação em 1º e 2º graus, com o objetivo de renovar e incentivar a conciliação nos processos em andamento nas Varas do Trabalho, no Tribunal ou nos pendentes de julgamentos perante o Tribunal Superior do Trabalho.

 

Palestrantes do primeiro painel da tarde de quinta-feira (5/6)

O magistrado observou que não existe uma receita pronta para promover a conciliação, pois a técnica decorre do aprendizado e das atividades de cada um, mas falou um pouco de sua experiência acumulada e das medidas que têm se mostrado eficazes para a promoção de acordos. Um dos aspectos relevantes, segundo ele, é a presença da parte na audiência, pois é ela quem tem conhecimentos de suas condições de vida e pode verdadeiramente decidir sobre a viabilidade ou não de uma conciliação.

Em seguida, a juíza do Trabalho Nayara Queiroz Mota, coordenadora do Núcleo Permanente de Métodos Consensuais e Solução de Conflito (Nucon) do TRT da Paraíba, apresentou os diferenciais do programa implantado naquele Regional, que desenvolve uma proposta inovadora de humanização no Judiciário. Fundamentado na "Abordagem Centrada na Pessoa", do psicólogo e pesquisador Carl Rogers, o Nucon paraibano utiliza diversas técnicas que visam incentivar a conciliação como uma vontade legítima das partes, entre as quais: um espaço físico humanizado, especialmente ambientado para atender aos jurisdicionados de forma acolhedora, e servidores previamente capacitados sobre a conciliação humanista.

Segundo a juíza, a prática tem trazido resultados positivos para a proposta conciliatória e ampliado o acesso à Justiça, na medida em que favorece o diálogo, o bem-estar das partes e advogados e aproxima o Poder Judiciário da sociedade, conforme registram os depoimentos de partes, advogados e membro do Ministério Público do Trabalho, que demonstram a satisfação com o atendimento prestado pela equipe. "Com a implantação desse quadro humanístico, o que buscamos é toda uma preparação psicológica para que a conciliação aconteça", explicou a magistrada.

 

Experiências internas

No segundo painel da tarde, intitulado Gestão de Pessoas por Competência, os participantes do Fórum puderam conhecer algumas práticas que geram bons resultados na gestão das Varas do Trabalho. As juízas Marcia Regina Leal Campos (37ª VT) e Cléa Maria Carvalho Couto (61ª VT) abordaram a gestão de pessoas, exemplificando a aplicação de conceitos como valorização, motivação, capacitação, gestão democrática e trabalho a distância no dia a dia.

Para encerrar os debates de 5ª feira, no painel Gestão de Processos e PJe, os juízes Lila Carolina Mota (46ª VT), Fernando Reis de Abreu (VT de Queimados) e Marcelo Segal (26ª VT) apresentaram suas experiências na organização dos trabalhos das respetivas unidades a partir da implantação do Processo Judicial Eletrônico da Justiça do Trabalho (PJe-JT).

 

Palestrantes do segundo e terceiro painéis

Segundo o desembargador Marcos Cavalcante, que presidiu a mesa, a troca de experiências e o compartilhamento de boas práticas é uma boa oportunidade para que elas se tornem conhecidas e, dependendo dos seus resultados, incorporadas no Planejamento Estratégico e institucionalizadas pelo Tribunal.

Nesta sexta-feira (6/6), último dia do Fórum, acontecem as reuniões das Comissões Temáticas e, ao final do dia, a Plenária, na qual serão apresentadas as propostas das Comissões e aprovados os direcionadores estratégicos. Às 16h, o Fórum será encerrado com a entrega simbólica do documento da Plenária à Presidência do Tribunal.

Fonte: www.trt1.jus.br