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Paraíba terá 40 mil novas ações em 2016

Juízes da Paraíba estão julgando mais processos do que os recebidos

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Entre janeiro e junho deste ano, a Justiça do Trabalho da Paraíba recebeu em torno de 11% a mais em número de reclamações trabalhistas em comparação com o mesmo período do ano passado. O percentual da Paraíba é maior do que a média nacional. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), a Justiça trabalhista brasileira recebeu no primeiro semestre cerca de 8% a mais de processos em relação a 2015.

Segundo o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), Ubiratan Delgado, esse aumento de ações trabalhista é reflexo da crise econômica, já que as empresas, com a retração nas vendas, estão demitindo mais trabalhadores. “Isso, obviamente, não é fato específico deste ano de 2016; a crise é que vem se acentuando. No ano passado, tivemos um acréscimo de quase 10%. Agora estamos em torno de 11% de aumento no número de reclamações trabalhistas. A causa disto é puramente a crise econômica”, pontuou o desembargador.

Na avaliação do presidente do TRT, o aumento no número de processos no primeiro semestre projeta para todo o ano de 2016 algo em torno de 40 mil novas reclamações trabalhistas. O principal pedido nessas ações é o pagamento das chamadas verbas rescisórias, que são os valores devidos aos trabalhadores que são dispensados dos empregos. Com a crise, especialmente as pequenas empresas não têm dinheiro para o pagamento desses valores, o que gera a reclamação trabalhista.

Mesmo recebendo um número maior de ações trabalhistas, os juízes do trabalho da Paraíba têm julgado mais reclamações. No primeiro semestre foram recebidos 19.217 processos e julgados 19.503. Essa diferença tem possibilitado ao TRT13 cumprir a meta 1 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que é julgar uma quantidade maior de processos do que os recebidos no mesmo período.

“Alcançamos esses números com o esforço gigantesco dos juízes e servidores, que estão superando os próprios limites para manter o nível de excelência e de rapidez no julgamento dos processos. O nosso quadro funcional não mudou, estamos praticamente com os mesmos servidores de dez anos atrás”, disse Delgado.