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Congresso Internacional discutiu novas formas de trabalho durante uma semana

Evento promovido pela Escola Judicial do TRT e pela Facisa aconteceu em Campina Grande

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O ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Alexandre de Souza Agra Belmonte, encerrou, na semana passada, o I Congresso Internacional do Direito do Trabalho. Durante uma semana, pessoas renomados da área jurídica, nacional, europeia e africanas estiveram reunidas na Faculdade de Ciências Sociais e Aplicadas (Facisa), em Campina Grande, para discutir sobre tecnologia e novas formas de trabalho.

O evento foi promovido pela Escola Judicial do Tribunal do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e pela Facisa e reuniu magistrados, servidores do TRT e estudantes do curso de Direito. Os palestrantes foram unânimes em afirmar da necessidade do Direito de se atualizar e se adaptar às tecnologias dos novos tempos sem fazer do homem escravo da própria invenção; há que se impor limites e um deles é a humanização.

O impacto das novas tecnologias, no entanto, tão colocadas no presente, mas com o pé no futuro, torna imprescindível encontrar o tempo de administrar o campo jurídico. O tema proposto no Congresso foi, sobretudo, para aprofundar as novas formas de trabalho sugeridas ou mudada em face dessas novas tecnologias. Uma dessas novas formas é a que trabalha por meios telemáticos ou teletrabalho.

Humanização e desumanização

Uma das discussões bastante prestigiada aconteceu na quinta-feira (1º), à tarde, que tratou da relação entre trabalho e humanização ou desumanização das relações, e como isso pode contribuir para o operador do direito no sentido de construir uma tradição de valores.

Levando em conta que a tecnologia pode ou não criar uma relação desumanizada, ela ainda depende do uso que se faz dela. Partindo desse princípio, todos as mesas debatedores, nos cinco dias de discussões, deixaram claro são os próprios seres humanos que devem construir relações mais ou menos desumanas com essa invenção.

É bem verdade que a tecnologia pode ser utilizada para apagar o trabalhador do cenário como também pode fazer o contrário, dependendo do projeto de mundo que se pretende concretizar. È importante, entretanto, que o homem se reinvente sempre o que só possível a partir quatro elementos básicos, segundo concluiu o ministro do TST: inovação criatividade, moral e afeto.

O evento foi coordenado pelo desembargador Wolney Macedo, diretor da EJud, pelo juiz Francisco de Assis Barbosa Júnior e pelo diretor da Facisa, Dalton Benevides Gadelha.