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Humanização da tecnologia foi discutido no Congresso Internacional de Direito do Trabalho

Evento será encerrado no final da tarde desta sexta-feira (2) no auditório da Facisa (CG)

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“O cuidado que se deve ter é com a humanização da tecnologia, do contrário haverá a desumanização, ou a robotização humana”. Este foi o enfoque das palestras apresentadas nesta quinta-feira (1), segundo dia do I Congresso Internacional de Direito do Trabalho: Tecnologia e Novas Formas de Trabalho, que está sendo realizado pela Escola Judicial do Tribunal do Trabalho da Paraíba (13ª Região) e a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais (Facisa), em Campina Grande.

A mesa abordou a evolução do Teletrabalho na história, a Transconstitucionalidade, a Tecnologia, as Novas Formas de Trabalho e as Novas formas de teletrabalho. As palestras foram preferidas pelos juízes do Trabalho, Arnaldo José Duarte do Amaral e Paulo Henrique Tavares da Silva e pelo doutor e professor de História e vice-diretor do Centro de Humanidades da Universidade Federal de Campina Grande, Alarcon Agra do Ó.

Eles debateram aquelas que apontam para necessidade da discussão mais teóricas sobre os fundamentos que ajudam a entender as novas transformações do trabalho e da legislação, bem como as dificuldades que os juristas têm de operar com esses novos focos de trabalho e o arcabouço jurídico, que ainda não dá conta das novidades. Por fim, o impacto das novas tecnologias tão colocadas no presente, mais com um pé no futuro.

Humanização da tecnologia

A finalidade do direito do trabalho é ser uma tecnologia que humaniza as demais tecnologias. O homem tem que se reinventar porque o desenvolvimento tecnológico é inexorável. É uma marcha que vai continuar sempre e que não podemos barrar essa tecnologia”. A observação é do juiz Paulo Henrique Tavares, alertando para a importância de redirecionar a força de trabalho para outro campo. “Hoje em dia, a força de trabalho física é cada vez menos necessária. Por isso, vamos ter que partir para a força de trabalho intelectual, que é onde está o problema da qualificação.

O juiz Arnaldo Duarte do Amaral vê o Direito como uma tecnologia, e como tal deve se atualizar e se adaptar a esses novos tempos. Porém, o magistrado faz um alerta no sentido de que “o homem, apesar da tecnologia e da tendência do homem ser lobo do homem, nós precisamos impor limites da humanização dos meios tecnológicos”.

Na opinião do professor Alarcon Agra, a tecnologia pode ou não levar a uma relação desumanizada, mas a tecnologia ainda depende do uso que nós fazemos dela. “Somos nós que vamos construir relações mais ou menos desumanas com a tecnologia. Tudo isso pode ser usado para apagar o trabalhador do cenário e pode ser usado do contrário, vai depende do projeto de mundo que nós estamos interessados em dar corpo.