Você está aqui: Página Inicial > Comunicação Social > Notícias > 2018 > 04 > Inauguração de estúdio de TV do Tribunal do Trabalho tem participação de ministro

Notícias

Inauguração de estúdio de TV do Tribunal do Trabalho tem participação de ministro

Equipamento será usado para produção de conhecimento, jornalismo e campanhas educativas

Ações do documento

O presidente do Tribunal do Trabalho da Paraíba, desembargador Eduardo Sergio de Almeida, entregou nesta quinta-feira (12) o estúdio de TV do Regional. O equipamento será utilizado para a produção de conhecimento, de jornalismo institucional e de campanhas educativas. A inauguração teve a participação do ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Lelio Bentes Corrêa, corregedor-geral da Justiça do Trabalho.

O desembargador Eduardo Sergio de Almeida destacou que o equipamento será usado para campanhas institucionais, para gravação de aulas e palestras que vão difundir conhecimento para todos os juízes e servidores em parceria com a Escola Judicial (Ejud) e para divulgação de notícias que interessam a sociedade. “A comunicação é um meio eficaz para dar transparência a administração pública e queremos promover campanhas institucionais que aproximem a Justiça do Trabalho cada vez mais da sociedade”, disse.

Acompanharam o desembargador Eduardo Sergio e o ministro Lelio, o vice-presidente e corregedor do TRT13, desembargador Wolney de Macedo Cordeiro; o juiz auxiliar da Presidência, Marcello Maia; o diretor-geral do Regional, Paulo Lindenberg Castor; a secretária-geral da Presidência, Cybelle Falcone e o assessor de comunicação, jornalista José Vieira Neto.

TRT13 entre os melhores do Brasil

A entrevista com o ministro Lelio Bentes foi a primeira a ser gravada no estúdio e o vídeo será postado no canal do TRT no YouTube na próxima semana. Na entrevista, o ministro disse que está começando agora o mandato como corregedor-geral da Justiça do Trabalho. “Escolhi a Paraíba justamente porque os dados que nós temos no Tribunal Superior do Trabalho apontam para uma performance deste Tribunal como um dos melhores do país. É comprometido com a qualidade jurisdicional e tem prestando excelentes serviços à sociedade paraibana”, disse.

Destacou o trabalho desenvolvido pelo tribunal que garantiu uma redução de 25% do estoque de processos em 2017. “A primeira instância julgou três mil processos a mais do que recebeu. Isso importou em uma redução do prazo médio. Hoje, um processo iniciado na Justiça do Trabalho da Paraíba, em média, é concluído com prazo de menos de 500 dias, o que é uma média excelência para o panorama nacional. É o quinto menor prazo de todo país”.

Hórus e Sao-Pje

O ministro falou das ferramentas desenvolvidas no TRT13 que tem dado uma grande contribuição à justiça brasileira, o Hórus e o Sao-Pje. O Hórus já foi adotado por vários tribunais e é um sistema que oferece informações consolidadas e de maneira inteligente, proporcionando aos gestores a transformação de dados em subsídios para a melhoria de gestão de cada unidade do Regional, nas áreas judicial e administrativa.

O Sao-Pje será adotado nacionalmente pelo sistema Pje e, dentre as principais funcionalidades, destacam-se o Plenário Virtual, o módulo da Corregedoria e o Processo-Operador de 1º e 2º graus. Do ponto de vista técnico, a ferramenta apresenta uma grande vantagem sobre as demais, porque apresenta dados instantâneos que representam o cenário atual da unidade e não depende de nenhuma outra ferramenta paga ou gratuita como a maioria das ferramentas de BI, pois é desenvolvida 100% pela equipe de TI do Regional.

Fim da Justiça do Trabalho?

Em relação a setores da política que cogitaram o fim da Justiça do Trabalho, o ministro Lelio Bentes afirmou que uma reflexão mais aprofundada sobre o tema, leva à necessária conclusão de que a Justiça do Trabalho não pode ser extinta, seja pelos serviços que já prestou à sociedade, na pacificação do conflito social, seja pelos resultados que apresenta.

“Claro que não podemos medir a importância de uma justiça em números ou em valor econômico. A justiça é importante pela presença, estabelecendo uma referência no sentido de exigir o cumprimento da lei. Mas até pelo aspecto econômico é importante ressaltar que a Justiça do Trabalho, no ano passado, foi responsável pelo pagamento a reclamantes, trabalhadoras e trabalhadores, da ordem de 13 bilhões de reais. Ou seja, direitos que não foram pagos no curso do contrato. Quem trabalha espera receber o pagamento correto do serviço que efetivamente prestou. Além disso, a Justiça do Trabalho arrecadou mais de 3 bilhões de reais para os cofres públicos em impostos e contribuições sociais sonegadas. Então, é uma justiça importante, não apenas no aspecto da arrecadação, mas sobretudo no sentido de estar à disposição de trabalhadores e empregadores para a pacificação de conflitos sociais”, afirmou.

Desenvolvimento econômico com justiça social

Na entrevista , o ministro rebateu afirmações de que a Justiça do Trabalho trava o desenvolvimento do Brasil. “A situação é exatamente o inverso. A Justiça do Trabalho é a razão de o país ter conseguido se desenvolver economicamente com justiça social. O desenvolvimento econômico só se justifica se trouxer benefícios a todos que participam desse processo. Não é razoável que se alcance o enriquecimento de poucos à custa do sacrifício de muitos”, pontuou.