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Transtornos mentais são a terceira maior causa de afastamento do trabalho no Brasil

Panorama é do Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho. Saúde mental no trabalho foi tema abordado durante o ‘Janeiro Branco’ no TRT-13

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publicado: 24/01/2023 10h52 última modificação: 25/01/2023 14h11

Em 2021, os transtornos mentais foram a terceira maior motivação para afastamento do trabalho no Brasil. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde do Trabalho, plataforma que utiliza diversas bases de dados públicos do país, mais de 13 mil brasileiros tiveram como motivos para a concessão de benefícios previdenciários acidentários causas mentais e comportamentais, bem como nervosas. Se relacionados com os transtornos osteomusculares, os mentais podem ser considerados a segunda maior causa de afastamento no país.

Na Paraíba, os dados do Observatório apontam que, ao todo, 1.614 trabalhadores foram afastados do labor em 2021, sendo que 201 informaram as causas mentais e comportamentais como fatores que levaram a esse afastamento. Pensando no bem-estar de seus servidores e magistrados, o Tribunal Regional do Trabalho da Paraíba (13ª Região), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas e Pagamento de Pessoal (Segepe), aderiu ao ‘Janeiro Branco’, uma campanha nacional criada em 2014 para chamar a atenção para a discussão sobre saúde mental. Como forma de provocar uma reflexão sobre o tema, foi realizado, na última semana, o evento “A Vida Pede Equilíbrio”.

A juíza do trabalho, Mirella Cahú, proferiu palestra sobre saúde mental e sua relação com o trabalho, trazendo novas perspectivas acerca de conceitos já conhecidos, como meio ambiente de trabalho e acidente de trabalho. “Tenho uma pergunta inicial: em qual medida o trabalho feito no TRT-13 pode ser um fator para contribuir para desenvolver saúde ou doença?”. Com este questionamento, a magistrada discutiu como, em diversas medidas, parece ser mais confortável dizer que se está com problemas de ordem física do que informar que se está vivenciando um momento de estresse generalizado.

“Esse é um grande desafio: entender que fenômeno é esse e quebrar o estigma que temos de que a saúde mental é algo superficial ou criado. Muitas vezes, a gente se pergunta se é realmente uma questão de saúde mental. Pesquisas apontam que, normalmente, as pessoas procuram em torno de sete consultas médicas até chegar a um psiquiatra”, destacou.

Neste sentido, é importante lembrar que a saúde mental também deve ser levada em consideração quando se pensa em ambiente de trabalho e, até mesmo, acidentes de trabalho. “Devemos ter em mente os conceitos de identidade, reconhecimento e pertencimento no trabalho. É importante, também, saber gerenciar o trabalho pelo empregador e pelo trabalhador, bem como reconhecer o processo subjetivo e dos pares”, enfatizou a juíza Mirella Cahú.

O evento

Realizado no auditório do Tribunal Pleno do Regional, o evento contou com, além da apresentação do grupo de teatro do TRT-13, o “Justiça em Palco”, a leitura de um cordel feito pelo servidor Wilson Quirino, a “Bike Suco”, da Unimed, e a comercialização de biscoitos produzidos na Fazenda da Esperança. 

De acordo com a secretária de gestão de pessoas e pagamento de pessoal do Tribunal, Rossana Carvalho, a adesão à campanha tem o intuito de trazer visibilidade ao tema, bem como servir de conscientização e alerta. “Janeiro é marcado pela esperança que depositamos nos novos ciclos. É um marco anual que vai além da simples passagem de ano. Assim surgiu a ideia de incorporar ao nosso calendário o ‘Janeiro Branco’, campanha que busca chamar a atenção para a saúde mental”, afirmou.

Para mais informações sobre a iniciativa, assista ao vídeo oficial da campanha clicando aqui

 

Celina Modesto
Assessoria de Comunicação Social do TRT-13